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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Estúpido estúrdio

Boémios de caminhar pesado
Completam as ruas nocturnas...

Perdidos em dissabores
Da noite para o dia
E do dia para a noite
Constantemente.
Uns choram em pranto
E outros há, que riem
Ou agridem, ainda.
Sofrem, no oculto,
Desse decadente celebrar
E assim se dissolvem
E ao que sentem…

...em álcool, suor e sangue,
Em vómito e decadência,
Consciência dada como morta
Por ignorância ou afogamento.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Boa vida
Outras
Andanças

Sendo
Oportuno
Recomendo
Ter garantida a
Esperança

domingo, 6 de dezembro de 2009

Grito 3º

De cabelos ao vento,
Corpos nus, descobertos,
Por entre sombras,
Ramos, folhas e fetos.

Nosso chão é vida.
Nosso corpo desliza
Pelo mundo que,
Não sendo nosso,
Nos acolhe.

Dádiva tão agradecida!
Que a brisa nos refresque,
A neblina nos encubra
E o orvalho nos molhe.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Grito 2º

Rasgamos por ondas, oceanos
Em cálices trancados
Em barcos como esponjas
Ao fracasso condenados.

A nadar contra corrente
Num cálice já por si despejado,
Caímos num fosso sem fundo
Da má sorte somos escravos.

Fome que nos move,
Sonho, desejo, necessidade,
Raiva, ira, impiedade,
Inveja, egoísmo, vingança...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Num Suspiro

Vai-se-me o coração,
Ausenta-se-me a alma.
Sou invólucro,
Sou vazio,
De presas afiadas
E sangue frio,
De pele de escamas,
Olhos negros
E má vontade.

Se me conheceram,
Foi no passado
Morri.
Agora não sou nada.
Não existo, não vivo...
Não como vivi!

Oiço todas as histórias,
Não conto nenhuma.
Já não falo,
Já não digo.
Não que seja ignorado,
Mas porque contando,
Sinto
E de mais sentir
Não necessito.
Já senti meio mundo em mim.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Ciclo de Vida

Ontem anjos, amanha vampiros
Crescem, viram monstro,
Meros desconhecidos
Dos pais que outrora o foram,
A filhos não voltarão.

Rasgam-se lhe as veias,
Incham-se-lhe os corpos.
Mudam por fora
Aquilo que são por dentro:
Torpes, inuteis,falsos, futeis...

Quem é o mau?

domingo, 9 de agosto de 2009

Insónia

A cada noite
Qual doença,
Deficiente sonolência,
Tomo o lápis e escrevo.
Vá eu aprendendo:
Com grandes,
Com pequenos,
Com sábios,
E ignorantes,
Com deuses e gigantes,
Comigo mesmo.

O escrver não o é
Se não, para mim,
Para que durma mais umas horas,
Para voltar ao mundo dessa gente

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ao Infinito

Eu sou o nada
Em oposição ao que é tudo.
Mas se este Nada se expande até ao Tudo,
Será um importante
Para ser relevante
O polo que se lhe opõe(?)...

...e que por tentativas constantes,
Demonstra desejo ardente
De lhe pôr um fim!

Outra das partes
Deseja respeito,
Parasitar o mundo dos grandes
E voltar.
De Deus tirar proveito,
E regressar a miserável ser.

Confundirem-se um com o outro
Na sua absoluta grandeza,
Que o tudo já o nada tem
E o nada nem de si sabe!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Deuses tantos...

Os deuses não param.
Aqui e ali, chamam,
Pedem Para ser adorados.

Como estrelas, brilham.
Tantas são, que a uma
Mais do que às outras, adorar
Pesa, custa, cega...

Mas como as velas,
São de cera.
E tão depressa se acendem,
Como depois se apagam.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Belo

Belo é o Mundo
Desde o céu ao mar profundo.
Neste e no outro hemisfério,
Tudo é belo!

Belo é:
O poema e a prosa,
O cravo e a rosa,
Rimas simples e curtas
Ou até rimas nenhumas.

Belo é:
O homem, a mulher,...
Belo é o futuro.
Certo e seguro
É o tempo passar
E eu esquecê-lo
Que acima de tudo
Eu sou o mais belo.